Dor latejante que piora à noite, sensibilidade que continua minutos depois de tomar algo quente, ou um dente que escureceu sozinho — esses são os sinais mais comuns de que a polpa dentária (o “nervo” do dente) está inflamada ou infectada. Nesse ponto, o tratamento de canal não é o vilão: é o que resolve a dor e evita a perda do dente.
O que é, de fato, o tratamento de canal
A endodontia remove o tecido inflamado ou infectado de dentro do dente, limpa e desinfeta os canais internos e os sela para impedir nova contaminação. O dente permanece na boca, cumprindo sua função — a alternativa, quando o canal não é feito a tempo, costuma ser a extração.
Os sinais que levam à indicação
- Dor espontânea ou latejante, especialmente à noite
- Sensibilidade ao quente que demora a passar (diferente da sensibilidade rápida ao frio, mais comum e menos grave)
- Dente escurecido, sinal de que a polpa perdeu vitalidade
- Inchaço na gengiva próximo à raiz, às vezes com um pontinho de pus (fístula)
- Dor ao morder ou encostar o dente, sinal de infecção já na região da raiz
Nem toda sensibilidade é canal — por isso o diagnóstico é sempre clínico e radiográfico, nunca só pelo relato da dor.
Como é feito, etapa por etapa
- Anestesia local e isolamento do dente com um campo específico, para manter o ambiente limpo durante o procedimento.
- Abertura e localização dos canais internos da raiz.
- Limpeza e desinfecção de toda a extensão do canal, removendo o tecido comprometido.
- Obturação — o canal limpo é selado com um material biocompatível, impedindo nova infecção.
- Restauração ou coroa para devolver função e proteger o dente enfraquecido.
E se o canal já foi feito e a dor voltou?
Acontece — por reinfecção, canal não completamente vedado ou fratura. Nesses casos, existe o retratamento endodôntico (reabertura e nova limpeza) ou, em situações específicas, a cirurgia apical, que trata a ponta da raiz por fora. Nenhum dos dois é sinal de que “o primeiro canal não prestou” — são etapas previstas quando a biologia não coopera na primeira tentativa.
Quando procurar avaliação
Dor que não passa em 24 a 48 horas, inchaço no rosto ou febre associada à dor de dente são sinais de que a avaliação não deve esperar. Nesses casos, o diagnóstico rápido evita que uma infecção localizada se espalhe.
Se a dor já apareceu, o próximo passo é o exame — não a suposição. Conheça o tratamento na página de Endodontia ou fale diretamente com a clínica.
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